Arquivo - Categoria: Português na Folha

A seção destina-se à reflexão sobre questões linguísticas provocadas por textos da Folha.

Empoderar ou empoderecer?

Não faz muito tempo, um leitor nos escreveu para corrigir uma palavra, que, segundo ele, a Folha de S.Paulo vem empregando de maneira incorreta. O termo a que se referia era o verbo “empoderar”, que ele gostaria de ver corrigido para “empoderecer”, forma que aparece registrada no dicionário “Michaelis”.  Segundo esse dicionário, “empoderar” é apenas(…)

O caso do tríplex e do triplex

Alguns leitores têm procurado a Folha para questionar o uso do acento na palavra “tríplex”, que consideram inadequado ou mesmo errado.  Os argumentos dessas pessoas, alguns embalados em julgamentos do tipo “usar tríplex é tosco” ou “usar tríplex é mico”, em geral estão apoiados no fato de outros veículos da imprensa terem optado pela grafia triplex,(…)

“Má-formação” ou “malformação”?

“Má-formação” ou “malformação”? A imprensa tem usado ambos os termos, um ou outro segundo a preferência de cada veículo de comunicação, para explicar à população o que é a microcefalia, anomalia com que podem nascer os filhos de mulheres que tenham contraído o vírus da zika durante a gravidez. Vários leitores têm entrado em contato(…)

Existe “linchamento” sem morte?

  O verbo “linchar”, proveniente da língua inglesa (da lei de Lynch, de origem controvertida, mas relacionada a execuções sumárias nos Estados Unidos da América), é nosso velho conhecido, porém recentemente seu uso causou dúvida na Redação da Folha. Afinal, “linchar” pressupõe ou não a ideia de “matar”?  No entendimento expresso no dicionário “Houaiss”, o(…)

Mudança na ordem dos termos evita duplo sentido

“Pê-efe ‘secreto’ do McDonald’s não vale o preço, como os lanches” A frase foi título de uma crítica de gastronomia, publicada no caderno “Comida”, da Folha. À primeira vista, nenhum problema. Parece mesmo que o crítico, literalmente, “comeu e não gostou”. O problema, percebido por algumas pessoas, está na segunda parte do enunciado, aquela iniciada(…)

O dilema dos títulos jornalísticos

Na semana passada, muitos leitores repercutiram nas redes sociais, na maior parte das vezes em tom de gozação, um dos subtítulos de uma reportagem do caderno “Cotidiano” da Folha. O  título era este (veja o destaque): É evidente que os mortos não poderiam estar andando sobre a passarela. Quanto a isso, não há a menor(…)

Fazer morrer de inveja gênios

A flexão (ou não) do infinitivo é assunto recorrente entre as dúvidas da Redação. Como sabemos, o tema é complexo, avesso à simplificação, mas vale o esforço de tentar esclarecer alguns pontos. Num texto recentemente publicado no caderno “Ilustrada”, encontramos a seguinte construção:      As aberturas de “Stranger to My Happiness” e “You’ll Be Lonely” são de fazer(…)

A professora mais boazinha da escola

Recente coluna do nosso querido Jairo Marques, intitulada “A sala dos bobos”, começava com esta frase:     Tia Dulce, a professora mais boazinha e paciente do colégio, era a escalada para cuidar da sala onde eram alojadas todas as crianças que alguém, por motivos torpes quaisquer, considerava “especiais”. A expressão que suscitou dúvida foi “a professora(…)