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Um poema de Bocage: convite à leitura

  A 15 de setembro de 1765, nascia na cidade de Setúbal, em Portugal, um dos maiores sonetistas da língua portuguesa. Estamos falando de Manuel Maria Barbosa du Bocage, muitas vezes lembrado pela autoria de poemas eróticos ou satíricos e por uma vida desregrada que lhe rendeu muitos dissabores, até mesmo a prisão.  Foi o(…)

Curto, logo existo

E aí? Curtiu? Não, ninguém está perguntando se você colocou o couro de molho para amaciá-lo num curtume. O uso informal do verbo “curtir” parece ter sobrepujado o outro nestes tempos de redes sociais, quando a ordem é dizer em poucas palavras o que quer que seja. Na maior parte das vezes, nem é preciso(…)

Musa libérrima, exata e audaz

Hoje teremos Manuel Bandeira, Castro Alves e Machado de Assis. O fio que conduzirá a leitura dos textos será não propriamente o seu tema, mas, antes, o emprego do superlativo, um dos graus do adjetivo, que vamos examinar aqui. O poema de Bandeira, “Improviso”, é dedicado a Cecília Meireles, sua amiga e companheira de ofício. Desde(…)

Fulano, beltrano e… sicrano

A imagem ao lado ilustrava um texto sobre comportamento na internet, publicado numa das páginas do portal UOL. Não demorou muito até que alguém questionasse o uso da palavra “ciclano”. O fato é que, embora se ouça com alguma frequência essa forma, o termo que usamos para substituir o nome de uma pessoa, depois de(…)

Mudança na ordem dos termos evita duplo sentido

“Pê-efe ‘secreto’ do McDonald’s não vale o preço, como os lanches” A frase foi título de uma crítica de gastronomia, publicada no caderno “Comida”, da Folha. À primeira vista, nenhum problema. Parece mesmo que o crítico, literalmente, “comeu e não gostou”. O problema, percebido por algumas pessoas, está na segunda parte do enunciado, aquela iniciada(…)

“A”, “há” ou nenhuma das anteriores

Uma de nossas leitoras enviou uma interessante questão sobre o emprego de  “a” ou “há” em determinado enunciado. Ela precisava formular a seguinte sentença: “O veículo precisa estar sem sinal de GPS a (ou há?) mais de dois dias para ser colocado em quarentena”. Nesse caso, pergunta ela, seria cabível empregar a preposição “a” ou(…)

Favor e gentileza

 Um favor é algo que se faz de graça, sem obrigação. Atuar em favor de uma causa é fazê-lo em benefício dessa mesma causa. Conquistar o favor de alguém nada mais é que granjear a simpatia da pessoa. A expressão “por favor” é uma espécie de símbolo da boa educação. Cedo aprendemos a usá-la antes(…)