Arquivo - Categoria: Sala de Leitura

A seção visa estimular a leitura, chamando a atenção para o emprego do idioma nos textos literários.

“Versos de Natal”, de Manuel Bandeira, trazem memória da infância

Numa crônica de “Andorinha, Andorinha”, Manuel Bandeira discorre sobre seus poemas de Natal. O texto começa assim: João Condé pediu-me:  — Bandeira, você quer escrever pra mim a história dos seus poemas de Natal? — Vou tentar — respondi. Desobrigo-me da promessa. Em seguida, fala sobre a concepção de seu poema intitulado “Natal”, de 1913,(…)

Um poema de Bocage: convite à leitura

  A 15 de setembro de 1765, nascia na cidade de Setúbal, em Portugal, um dos maiores sonetistas da língua portuguesa. Estamos falando de Manuel Maria Barbosa du Bocage, muitas vezes lembrado pela autoria de poemas eróticos ou satíricos e por uma vida desregrada que lhe rendeu muitos dissabores, até mesmo a prisão.  Foi o(…)

Esdrúxulo

Não por acaso, foi intitulada “Esdrúxulo” a exposição  que homenageia Augusto dos Anjos por ocasião do centenário de sua morte. O termo designa aquilo ou aquele que é excêntrico, extravagante, fora dos padrões e, ao mesmo tempo, o verso terminado em palavra proparoxítona. Augusto dos Anjos é o que se pode chamar de um poeta(…)

A Indesejada das gentes

CONSOADA Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou caroável), Talvez eu tenha medo. Talvez sorria, ou diga: — Alô, iniludível! O meu dia foi bom, pode a noite descer. (A noite com seus sortilégios.) Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta, Com cada coisa em seu lugar. O(…)

Vai, Carlos, ser gauche na vida…

Poema de Sete Faces Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu(…)